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Saidjeeenha

Estávamos olhando as fotos da festa de formatura da tia Cybelle no computador quando a menina indaga:

- Estava todo mundo lá?  Eu não fui, né?

- Vocês ficaram dormindo – expliquei

- Você deixou a gente sozinho?

- Claro que não, filha.  Um amiga da vovó ficou com vocês.

Depois de um tempinho, ela suspirou:

- Nossa, queria tanto ir pra lá…

- Pro Piauí? Fazer o que no Piauí, filha? – esperando que ela respondesse que estava com saudades dos avós, dos tios…

- Pro Piauí, não!  Pra balada!

Elcio, prepare o seu coração, meu querido.  :)

Planeta 51

A pedido das crianças fomos assistir ao Planeta 51 hoje.  De tanto ver a propaganda, o Gui até decorou a fala “eles querem apenas roubar os nossos ossos e ‘contolar’ nossas mentes”.

O filme é diversão garantida, com inúmeras referências claramente voltadas aos pais e que as crianças não conseguem entender.  Rimos muito e foi um jeito muito bom de fechar um final de semana 100% em família.  Com certeza cinema é o passeio familiar mais legal que fazemos: as crianças adoram, a gente se diverte e todo mundo até esquece quem são os pais e quem são os filhos: nos tornamos quatro amigos que têm o mesmo gosto e que passam um tempo bastante legal juntos.   Bem gostoso!

Aliás, essa fase em que as crianças estão é muito legal: eles já não dão tanto trabalho, já têm as opiniões deles, conversam com a gente, expõe suas idéias… Eu e Elcio estamos adorando.  Agora é aproveitar até  a chegada da famigerada pré-adolescência.  Mas isso jé é assunto pra outro post.  :)

Pessoa antenada e moderna que eu sou, resolvi pintar minhas unhas de verde.  Isso mesmo: v-e-r-d-e!  Ora bolas, a vida já é tão cheia de compromissos, né?  Se a gente não puder se divertir nem com as próprias unhas, esse mundo não vai ter mais salvação.  :)

Minha filhota linda, maravilhosa e mini-fashionista solta o seguinte comentário ao me ver:

- Nossa, mãe, você está igual à Katy Perry.

Vamos ver o que o pai dela vai falar quando me encontrar…

ápideite:

o Elcio achou ridiculo, claro, e disse que eu vou acordar de madrugada sentindo o geladinho da acetona nas minhas unhas. (lol)

Meu mini-machinho falou “mãe, porque você não tira essas unhas?” :)

Corrido…

Vou ficar uns dias com o ritmo de posts mais lento.  Esse fenômeno vai ser inversamente proporcional à quantidade de coisas que eu vou fazer nas próximas duas semanas.  Fora as duas empresas que eu gerencio estou tocando mais um projeto que vai me consumir bastante nesse período.  Tudo isso, claro, sem deixar de lado as funções de mãe, esposa e rainha do lar.  :) Tenho certeza de que todas as mulheres que trabalham, têm filhos e marido sabem bem do que eu estou falando.

É difícil porque sempre fica a sensação de alguma coisa está sendo deixada de lado.  Mas o importante é que o resultado (tenho certeza) vai ser lindo e que vai trazer frutos maravilhosos para a nossa família.

Dedinhos cruzados!!!

No dia da viagem ao sítio tivemos o batizado da nossa sobrinha fofa Bia.  No caminho para a igreja, a Isabella estava bem preocupada com o horário e morrendo de medo de perder o ônibus.  A menina comentou:

- A gente vai para o batizado e não vai dar tempo de pegar o ônibus.

- Aí você vai perder o ônibus e não vai para o sítio, vai ficar com a gente em casa. – respondeu o Elcio

- Aí eu vou fugir…- retrucou a menina

O pai não se deu por vencido:

- Aí um homem vai te pegar e te levar para um lugar bem escuro.  Ele vai te amarrar lá e você nunca mais vai ver o papai e a mamãe.  E você vai ficar no escuro chorando e dizendo…

- Chega, Elcio, se não eu que não vou conseguir dormir à noite!

Cada uma… :)

E na Volta

- Filha, como foi a festinha lá no sítio? -  perguntou o pai interessado.

- Legal!  A fulaninha arranjou um namorado lá. – confidenciou a menina

O pai teve um princípio de infarto.

- Mas tudo bem, pai, ela acabou com ele no outro dia de manhã. – continuou, dando o golpe final.

Pai caiu duro no chão… (brincadeira, mas foi quase isso).

Advinha quem ouviu um monte de “Tá vendo? A culpa é sua!” ontem?  :P

Em abril desse ano a escola das crianças começou a falar sobre uma ida de 03 dias ao Sítio do Carroção.  Na época eu e o Elcio divergimos sobre o assunto porque eu achava que ela deveria ir e ele, não.  Como zelo (quase) nunca é demais, fiquei com medo de ele estar tendo algum tipo de pressentimento e combinamos que ela não iria.

Porém 90% dos amiguinhos dela iam participar do passeio e ela estava ficando com idéia fixa de ir também.  Foi um drama tão grande, tanto choro, tanta conversa que nós acabamos cedendo aos 45min do segundo tempo. Pra se ter uma idéia, ela fez tanto drama na sala para os amigos e a professora que na véspera da viagem fomos a um evento na escola e todos os outros pais vieram nos parabenizar pelo fato de termos autorizado a ida dela:

- Nossa… A Isa vai, né? Parabéns!  A fulaninha disse que ela estava sofrendo tanto…

- Ai que bom que a Isa vai! O fulaninho disse que todo dia ela falava “Eu não vou desistir, eu vou conseguir!”

E foi assim que no domingo à tarde, junto com mais umas 45 crianças, ela foi para o Sitio do CarroXão (um carro bem grande e roxo na versão do Guilherme)…

Marmelada de Banana

Quando eu era criança, era viciada em ler os livros do Monteiro Lobato. Nas férias de dezembro entre a quarta e a quinta série eu li todos os volumes do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Eu sinto que está quase chegando a hora de ler Monteiro Lobato pra eles, principalmente depois de ir ao Museu da Língua Portuguesa e ouvir isso:

“A vida é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos — viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. É, portanto, um pisca-pisca.
(…) A vida das gentes deste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e gemes os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.
– E depois que morre? – perguntou Visconde.
– Depois que morre vira hipótese. É ou não é?
O Visconde teve de concordar que era.”

“Memórias de Emília”

emilia

Como o meu preferido era o do Peter Pan contado pela Dona Benta, acho que vou começar por esse…  Tem coisa mais menininha do que se imaginar sendo a Wendy e tendo o quarto invadido pelo Peter Pan?

percebe que passou os dois últimos blackouts ao lado da mesma pessoa e que 10 anos separam os dois eventos.

04 Anos

Filho, ontem você fez quatro anos.  Seu nascimento foi apressado, preocupante e ao mesmo tempo lúcido para mim e para o seu pai.  A gente já tinha uma experiência anterior de passar por um parto e de cuidar de um bebê recém-nascido.  Nós estávamos tranqüilos.  Até o exato momento em que você nasceu.  Porque, quando você nasceu, o que a gente ouviu foi um silêncio muito grande que pareceu durar muito tempo.  Seu pai tentava ficar calmo e me falava que estava tudo bem e eu não parava de perguntar o que estava acontecendo e por que você não chorava.  E eu nem posso imaginar como seria a nossa vida se você não tivesse chorado naquele momento.

Mas você chorou naquela noite de segunda-feira e chorou muuuiiitttoooo em muitas outras noites depois.  E você nos ensinou que filho não segue uma regrinha básica e que cada um é diferente do outro.  Você teve capacidade de nos surpreender muito naqueles primeiros meses de vida e continua a nos surpreender todos os dias até hoje.

Você é bem diferente daqueles seus primeiros segundos: você é barulho, correria, sol, choro alto, pulos incontáveis.  Você é vida, muita vida.  Tudo com você é intenso, nada pode ser pela metade e, desde pequeno, sempre soube conquistar o seu espaço (e às vezes o espaço dos outros também).  Você é uma luz que nunca passa desapercebida aonde quer que vá.    Todos falam da sua beleza, da sua desenvoltura, da sua fofura.  Eu já falei que você é fofo?  Você dá flores, elogia, cuida de quem você gosta (especialmente da sua irmã), adora dar abraços, beijar, adora um colinho e eu rezo todos os dias para que você continue sempre assim.

Ontem seu pai e eu ficamos o dia inteirinho organizando a casa para uma pequena festinha de comemoração da sua vida.  Pedimos que você escolhesse alguns poucos amiguinhos e você disse que só ia convidar quem era “do bem”.  Ontem passou o dia feliz com os preparativos e comentou:

-Mãe, eu estou feliz com a minha festinha!  Estou “alegue”, bem “alegue”…

Recebeu os coleguinhas, brincou bastante, andou a festa inteirinha de mãos dadas com a Bia, protegeu a Yasmin do ursinho da ventriloquia que veio visitar vocês na festinha (“não precisa ter medo, Yasmim, ele não é de verdade. Fica aqui do meu ladinho…”), pulou muito na cama elástica, foi mais feliz do que nunca!

Eu e seu pai ficamos felizes em poder te proporcionar aqueles momentos e torcemos para que sua vida seja sempre como a noite de ontem: quente, clara, tranqüila e cheia de pessoas queridas.  E se, por acaso, aparecer alguma nuvem, algum imprevisto, alguém que não seja “do bem” queremos que você se lembre de que tem a sua família que te ama e que estará sempre ao seu lado.

Feliz Vida!

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